" A transformação da escola não é, portanto, uma mera exigência da inclusão escolar de pessoas com deficiência e/ou dificuldades de aprendizado. Assim sendo, ela deve ser encarada como um compromisso inadiável das escolas, que terá a inclusão como consequência." (BRASIL, 2004, p.30)

sábado, 29 de outubro de 2011

Atividade inclusiva - Sugestões:


Vivênciando uma deficiência: Abordando a inclusão


A atividade a ser trabalhada nas séries iniciais do ensino fundamental, em local aberto, pode ser utilizada nas aulas de educação física em conjunto com outras disciplinas.

Objetivos:

            Trabalhar com os alunos a questão da inclusão que é algo extremamente importante para que estes a entendam como dimensão da diversidade, direcionando o olhar deles para ela com intuito de desnaturalizar o conceito pré-estabelecido que ha em nossa sociedade da deficiência como incapacidade e conseqüentemente motivo de exclusão do aluno em várias atividades da escola.
            A atividade proposta tem como objetivo promover a interação entre as crianças com e sem deficiência, e a participação ativa dessas crianças nas atividades de Educação física, a fim de se evitar a exclusão fazendo com que os alunos portadores de deficiência sintam-se integrantes do grupo e não apenas parte excluída dele. Além de levar para sala de aula brincadeiras que de um modo geral fazem parte da cultura corporal do movimento, ressaltando a ludicidade e a cooperação entre os alunos e abordagem de um tema tão importante.

Desenvolvimento: 

            No primeiro momento da aula será feita a seguinte brincadeira: Pegue o rabo
Descrição: Nessa brincadeira cada aluna possuirá um rabinho feito de fita ou papel. O objetivo da brincadeira é arrancar o rabinho da colega e ao mesmo tempo proteger o seu dentro do espaço pré estabelecido.
Regras: Não é permitido qualquer tipo de toque, como agarrar partes do corpo da colega, fora o rabinho ou mesmo esconder este com as mãos, no bolso, etc.
o aluno que tiver o seu rabinho pego, formará um círculo para diminuir o espaço dos participantes.
Material: rabinho de fita ou papel.
Perguntar se os alunos sentiram alguma dificuldade em realizar a brincadeira.
No segundo momento os alunos terão a oportunidade de vivenciar uma deficiência, realizando a mesma brincadeira, porém adaptada para pessoas com nenhuma ou baixa visão.
Ouça e pegue o rabo
Descrição:
            Será feita a mesma brincadeira, porém em duplas, em que uma estará vendada e outro não. Aquele que não enxerga pega o "rabinho", seguindo as instruções do vidente. O "rabinho" estará preso a o aluno vendado. Vencerá a dupla que tiver mais rabinhos.
Após a atividade perguntar se eles tiveram dificuldade em realizar a brincadeira e qual foi a sensação de não poder enxergar.
            Atividades de simulação para pessoas consideradas “normais” vivenciarem uma deficiência, são muito interessantes, pois permitem que elas percebam melhor as dificuldades das pessoas portadoras de deficiência e como as mesmas podem se sentir. Os participantes devem ser incentivados a dizer como se sentiram durante a brincadeira, pois esta pode ser uma experiência marcante e enriquecedora. Mesmo em seus limites a brincadeira poderá propiciar a oportunidade para que os alunos conheçam suas possibilidades e seus limites, favorecendo a confraternização entre a turma, e a problematização da inclusão nas aulas.

Esse plano foi realizado pelas alunas Nádia, Thayrine Carla e Maria Cristina com base no artigo: MARQUES, Kerry Gomes; SILVA, Renata. V; SILVA, Rita de Fátima da. Atividades inclusivas na Educação Física escolar. Revista Digital, Buenos Aires.Año 13 - N° 119 - Abril de 2008. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd119/atividades-inclusivas-na-educacao-fisica-escolar.htm.
Neste artigo você poderá encontrar várias outra opções de atividades inclusivas.


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